terça-feira, 21 de junho de 2016

Distopia Gerando Utopia - Parte 21

      Segundo o texto do link abaixo, estão presentes hoje na Terra cinco gerações especiais: Índigo, Prateada, Dourada, Cristal e Diamante. A primeira, a Índigo, teve início em 24 de junho de 1947, quando do encontro de Kenneth Arnold com o UFO, como falei ontem. A última, Diamante, está nascendo desde 2007.
      Esta classificação de nomes e datas me parece arbitrária e fantasiosa. Mas não há como negar que muitos seres especiais estão encarnando, desde as décadas finais do século passado, para ajudar no processo de transição planetária ora em curso. A única forma possível de corroboração da existência desta nova legião de indivíduos são as OBRAS que estão realizando ou irão realizar. O resto é fantasia e especulação.
      Dando uma olhada por alto no mundo atual, está difícil reconhecer a presença destes seres entre nós. O movimento “Ocupe Wall Street” foi, a meu ver, um dos pontos altos destes “Guerreiros da Luz”. Quando surgiu, eu fiquei esperançoso. Mas, infelizmente, se fracionou e se diluiu, perdendo a força. Não era para ser assim. Não existe revolta pelo Facebook: é preciso levar cacetadas da polícia nas ruas.
      Afinal de contas, haverá uma grande REVOLUÇÃO EXTERIOR ou tudo se resumirá em indetectáveis TRANSFORMAÇÕES INTERIORES? Neste último caso, todo o SISTEMA MALIGNO permanecerá intocável e continuará no rumo certo do CAOS GLOBAL.
      Entre as duas opções, estou propenso a admitir que caminhamos para a segunda alternativa. Não consigo acreditar que uma parcela da juventude mundial possa assumir uma atitude realmente revolucionária e aguerrida de enfrentamento pacífico mas corajoso contra o establishment, o que exigiria uma leva de autênticos HERÓIS, posto que o STATUS QUO mundial é um dos mais PERVERSOS que qualquer sociedade humana já teve ou possa vir a ter.


domingo, 29 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 20

      Alguém (não me lembro mais a fonte) escreveu isto:

      “Tenho pena dos jovens do Levante Popular da Juventude, craques na agitação política mas terminando como massa de manobra tanto da direção keynesiana do MST como da Articulação de Esquerda do PT...”

      Outro sujeito disse que a UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, é pelega.

      Isto é PÉSSIMO!...

      Estes jovens deviam permanecer ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTES.

      Estou vendo que as minhas reais expectativas JAMAIS  ACONTECERÃO!!!...


   DESISTO!!!...

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 19

      Trecho deste artigo sobre a nova geração de estudantes:

      “Na atualidade temos essa nova, nova de verdade, mobilização de estudantes secundaristas, que começou em São Paulo e já se espalha pelo Brasil. A linha é a de ocupar e tomar o poder nas escolas, ainda que por um período apenas, contra o pensamento e a vivência da burocracia, do reacionarismo, da mesmice, da conivência, da subserviência e da inércia, em defesa daquilo que todos dizem defender, uma revolução educacional no Brasil.
      É claro que as ocupações, por si sós, revelam-se insuficientes e não produzem mudanças radicais, mas são uma experiência de radicalidade, de luta autônoma, sem manipulação, sem pedir licença a ninguém. Coisa muito boa há de se criar a partir daí.
      Quanto à política, esse setor da juventude rechaça por igual o PMDB, o PSDB, o PT, a pelega Ubes e todo o velho formato da política, sem afrouxar e sem dar trela a qualquer conversinha. Esses meninos e meninas sabem das coisas.”


terça-feira, 24 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 18

      O jovem Felipe Maestrello publicou na sua página no Facebook, no dia 24-5-2016, o texto a seguir, o qual faz uma análise do atual movimento estudantil. (Segue sem revisão de minha parte.)

      Durante 7 anos no movimento estudantil tanto participando da UJR como depois da UJS, me mostrou alguns pontos dentro do movimento estudantil que precisam ser corrigido urgentemente e eu vou colocar nas quais em meu ponto de vista pessoal os pontos que precisam de mais atenção:
      1. Acabar com sectarismo pois vamos ser bem sinceros por mais que muitas vezes a esquerda brasileira não assuma com aquele mito de frente popular a esquerda brasileira sempre foi historicamente falando uma das mais sectárias e infantis do mundo só que isso faz nenhum governo de esquerda brasileiro ou processo revolucionário de certo pois como diria um dos grandes políticos de esquerda brasileiro o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes os partidos devem se unir para o povo se unir pois a revolução brasileira somente será o esforço de todo um povo unido para acabar com situações de atrasos e retrocessos assim sendo ou as organizações e partidos param de birra infantil e ressentimentos e toma uma postura revolucionaria pratica ou nunca que a esquerda vai colocar um projeto popular que funcione no país.
      2. Falta de formação para as bases pois tirando pouquíssimos grupos dentro da esquerda brasileira não existe uma formação adequada aos militantes de base pois vamos ser sincero tem um monte de gente que nem sabe o que é um processo revolucionário ou quem foi Lenin e se diz socialista e ainda pior está numa organização e a organização nem se preocupa em dar formação para essa pessoa então precisa sim de grupos de estudos de teóricos marxistas e sobre a realidade brasileira dentro de todas as organizações , sindicatos , ocupações e associações de bairro urgente.
      3. Precisa também de uma melhoria no diálogo com povo pois se nós formos ver a esquerda brasileira continua muito teórica e muitas vezes não consegue explicar pro povo de maneira pratica e direta porque muitas pautas são importantes e vão melhorar a vida da população assim sendo eu acredito de através de diálogos em comunidades carentes e eventos culturais de graça que já existem mas podem ser ampliados conseguiria fazer isso.
      4. Aumento de ações de cunho internacionalistas por mais que exista os eventos da federação da juventude democrática que é mundial e o festival utopia aqui no Brasil não existe mais hoje em dia ações diretas como a criação de uma entidade que una todas as juventudes de esquerda da américa latina como existe na Europa ou mesmo congressos latino-americanos de juventudes de esquerda isso numa situação onde existe uma onda reacionária dentro da américa latina como um todo o contragolpe também deve ser uma ação internacional para a manutenção e ampliação dos governos populares latinos.
      5. Parar de usar a política tradicional para governar pois vamos ser sincero em muitas coisas o que está acontecendo é culpa nossa pois nós fomos inocentes ao ponto de acreditar que nós íamos conseguir reformar o sistema utilizando o método de governar do sistema política de coalização é a política dos nossos inimigos governar não a nossa como eu disse anteriormente a esquerda só vai conseguir governar quando conseguir fazer uma frente ampla para um projeto popular com apoio do povo se isso não ocorrer vai ser uma derrota depois de derrota.
      6. Para de surgir gente metida a líder sobre a questão de liderança primeira coisa líder de esquerda na américa latina infelizmente tirando poucas exceções só serve para duas coisas levar tiro ou ser envenenado daí vocês podem falar mas existe o Fidel Castro mas entra dois aspectos o Fidel mesmo sendo presidente nunca se apresentou como líder da revolução sempre deixou claro que quem comandava a revolução é povo ele somente é um instrumento do processo por causa da infantilidade da esquerda brasileira sempre surgiu muito cacique para pouco índio assim sendo podemos dizer que a revolução brasileira ou o processo de construção de um projeto popular só pode ser construído de uma maneira correta se os seus organizadores e construtores entenderem que são somente um instrumento do processo e não dono dele.
      7. Achar o inimigo em comum isso é uma continuação do primeiro ponto o inimigo de uma organização de esquerda não é aquela outra organização de esquerda que tu tem problema por divergências de opinião para construção de um DCE ou de um sindicato os nossos inimigos são dois a direita e o capitalismo enquanto a esquerda brasileira não entende isso de maneira clara ela só vai se ferrar.
      8. Parar com a mania de centralizar tudo isso na verdade é uma estratégia básica quando tu centraliza muito algo você cria um problema se esse grupo que estava coordenando cair os outros grupos caem juntos assim sendo o melhor modo de organizar é como o partido baath se organizou no oriente médio você cria grupos semiautônomos em cada bairro, cidade, etc. onde eles tomam atitude praticas para resolver problemas de determinada região assim diminuindo o tempo de solução de problemas locais e diminui a chance de ter problemas gerais se caso algum grupo for comprometido.
      9. Organização e ampla divulgação de mídias alternativas por mais que isso já exista no Brasil deve ser incentivado e ampliado considerando que a imprensa é um modo de divulgação ideológica importante para criar consciência de classe na população pois através dela você influencia a forma de pensar o mundo de uma sociedade.
      10. Acabar com individualismos e outros desvios de comportamento que comprometem a luta pela a derrubada da ordem burguesa-liberal isso é um ponto importante de dentro da esquerda brasileira se tem uma péssimo costume que eu chamo de luta de panelinhas que são grupos que colocam suas pautas individuais (que de fato são muitas vezes importantes) a cima da luta de libertação do povo assim sendo não se deve esquecer que as pautas especificas por mais importantes que sejam deve ser uma consequência do processo de derrubada da ordem capitalista.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 17

      Alguns anos atrás, um dia fui visitar um grande amigo, o qual havia retornado de uma curta temporada na praia. No meio da conversa, ele começou a falar de um restaurante italiano caro que havia conhecido, com toalhas de seda, talheres de prata, taças de cristal, ostras como entrada, comida muito fina, com um ar de embevecimento que me deixou num silêncio perplexo, posto que se tratava de um cara  de esquerda. Ele poderia ter guardado para si mesmo esta experiência “transcendente”, ocultando de mim a sua face BURGUESA. Mesmo porque, ele sabia que eu era VISCERALMENTE contrário a tudo o que as pratas e os cristais representam. Minutos depois me despedi dele e fiquei SEIS MESES sem procurá-lo, por considerar aquilo quase uma agressão. Pois é EXATAMENTE ISTO que a esmagadora maioria dos esquerdistas são, lá no fundilho de suas almas: BONS BURGUESES!... Toda esta história de engajamento político com as causas populares é apenas um jogo de cena, uma auto-ilusão consoladora, pois lá nos bastidores de suas personas existe um Babbitt conservador e reacionário. São RAROS os autênticos REVOLUCIONÁRIOS!... Lula e toda a cúpula petista está MUITO LONGE destes. Assim como quase todo o restante desta cambada que se declara esquerdista. E não é somente a ausência de atração secreta pelos privilégios da elite que faz os verdadeiros lutadores, mas um constante posicionamento nas trincheiras, longe das retaguardas. É um espírito de sacrifício pessoal a toda prova. É a coragem, o heroísmo e a determinação a todo custo. E uma FIDELIDADE ABSOLUTA a todo o ideário sócio-político de vanguarda. Ao sair da casa do amigo, mentalmente eu puxei aquela toalha da mesa, quebrei pratos e taças, derrubei o repasto de luxo no chão e coloquei fogo no local. Num dos filmes de Monty Python, um freguês entra num restaurante para jantar, com um volume descomunal de barriga e gordura, para mais de dois metros de largura, até que por fim ele explode. É o que o capitalismo fará: EXPLODIRÁ TODOS NÓS. Enquanto o fim não chega, continuemos a admirar secretamente a “dolce vita” das elites, enquanto fingimos estar do lado dos “fracos e oprimidos”. Que diferença faz? VAMOS TODOS MORRER, MESMO!!!...


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 16

      POLITIZAÇÃO POPULAR

      Na Parte 92 do meu blog “PT – Crítica e Autocrítica”, no parágrafo final do longo texto, escrevi:

      “É óbvio que o PT lançará um candidato nas eleições de 2018, seja qual for. Votar nele significará a continuação de tudo o que foi exposto acima. Não é uma boa ideia. O bom senso diz que é preciso fortalecer os partidos de esquerda, como PCdoB, PCO, PSTU e PSOL, já em 2016. Esta é uma boa ideia. Todavia, é bom lembrar que qualquer um destes quatro partidos, chegando no poder num futuro distante, fará o mesmo que fez o PT, inevitavelmente. O que significa que a via político-eleitoral-democrática não é a melhor solução. A grande ideia é a POLITIZAÇÃO DO POVO ao longo das décadas seguintes, efetuada POR ELE MESMO, (não de cima para baixo), através de suas inúmeras organizações como entidades estudantis, grupos anarquistas, sindicatos livres, minorias, camponeses, associações, enfim, todo o conjunto que forma a sua imensa base social, desligada completamente do poder público e dos grupos econômicos de qualquer nível ou escala. Somente quando o povo possuir uma razoável compreensão do seu poder natural e inerente, será possível dar início à VERDADEIRA REVOLUÇÃO. Se esta politização não for feita, se a massa permanecer na sua habitual ignorância, na sua eterna inércia, se nada for feito para tentar despertá-la de seu torpor, o jogo tenderá SEMPRE para o lado das elites que detém o poder político, econômico, jurídico, eleitoral, midiático, policial e repressor. A única salvação para o povo é ELE MESMO. Esta é a visão mais avançada da esquerda mundial.”

      Esta politização, seja de que forma for, até mesmo de cima para baixo, é IMPRESCINDÍVEL. Ela não depende da existência de partidos de esquerda e não obsta os seus desideratos políticos. Nos últimos anos o PT, no Governo Federal, recusou-se terminantemente até mesmo a considerar a ideia de tal ação, desperdiçando uma oportunidade ÚNICA e VALIOSÍSSIMA. Os erros do Partido, a meu ver e a grosso modo, orçam pelos 90%, contra 10% de acertos. Diante desta situação trágica que ora vivemos, com a falência total do PT, assassino da esquerda nacional, perante o retorno das feras sedentas de sangue da extrema-direita ao poder, dispostas a levar o país ao mais profundo abismo sócio-político-econômico, um trabalho de base junto à população é INADIÁVEL.

      A minha formação escolar é o ensino médio incompleto. Não tenho curso superior. Nem sequer li qualquer obra de escritores marxistas e anarquistas. Nunca fui ativista e militante político pra valer. Tenho muitas limitações materiais, intelectuais e pessoais. Não tenho contato com estudantes, sindicatos, operários, associações, ou seja, vivo à margem da sociedade. O que percebo e capto é fruto exclusivo de minhas lides diárias em frente à tela do computador. Enfim, não possuo condições de me engajar em plenitude neste projeto. Limito-me apenas a registrar as ideias que me ocorrem, e já estou fazendo DEMAIS, levando em conta que indivíduos muito mais preparados do que eu estão DE BRAÇOS CRUZADOS. 

      A VANGUARDA desta POLITIZAÇÃO tem de estar à cargo da juventude atual. Temos a UNE – União Nacional dos Estudantes. Temos a UJS – União da Juventude Socialista. Temos a UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. Temos o movimento Levante Popular da Juventude. Temos o CRB – Curso de Realidade Brasileira, o qual se iniciou na UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora, cidade onde residi por 32 anos. Este Curso parece ser um embrião da POLITIZAÇÃO a que me refiro. Temos o extraordinário renascimento de inúmeros grupos e federações de anarquistas no Brasil, com o predomínio de gente jovem. E temos também os jovens de favela e periferia com seus diversificados trabalhos comunitários e seu rap-funk. A aglutinação de todos estes setores deve se dar a nível nacional e completamente independente de partidos políticos e de grandes interesses financeiros.

      Outros segmentos devem se associar aos jovens nesta tarefa de POLITIZAÇÃO: sindicatos livres e independentes, grupos feministas, movimento negro, minorias sexuais, jornalistas livres e todos os tipos de ONGs e associações comunitárias atuantes no universo restrito dos municípios. Será preciso usar de modo intenso os meios alternativos de comunicação no campo virtual: redes sociais, blogosfera, etc. Grandes entidades a nível nacional, como a Frente Brasil Popular, devem ser agregadas, porém com extremo cuidado para que não haja cooptação. Qualquer elemento de apoio e de base que possa auxiliar neste processo é bem vindo, desde que a finalidade última não seja deturpada ou conspurcada.

      Eu não consigo vislumbrar, pelo menos no momento, nada mais além dessas ideias vagas e imprecisas. Algumas pessoas precisam COMEÇAR A AGIR. Pelo menos a elaborar uma estratégia exequível e dentro dos limites do bom senso. A ultra-direita, que voltou a colocar as garras no governo deste lamentável país, não prestará muita atenção nesta ação POLITIZADORA. Ela não é o problema. NÓS É QUE SOMOS O PROBLEMA.

      Está dado o recado.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 15

      Este artigo de Celso Lungaretti, no blog “Náufrago da Utopia”, cita a POLITIZAÇÃO DO POVO de que falei:

      “Continuaremos, portanto, esquecidos de que é nas escolas, nas ruas, campos e construções que temos de nos fazer cada vez mais presentes, acumulando forças para a transformação em profundidade da sociedade brasileira.”