terça-feira, 24 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 18

      O jovem Felipe Maestrello publicou na sua página no Facebook, no dia 24-5-2016, o texto a seguir, o qual faz uma análise do atual movimento estudantil. (Segue sem revisão de minha parte.)

      Durante 7 anos no movimento estudantil tanto participando da UJR como depois da UJS, me mostrou alguns pontos dentro do movimento estudantil que precisam ser corrigido urgentemente e eu vou colocar nas quais em meu ponto de vista pessoal os pontos que precisam de mais atenção:
      1. Acabar com sectarismo pois vamos ser bem sinceros por mais que muitas vezes a esquerda brasileira não assuma com aquele mito de frente popular a esquerda brasileira sempre foi historicamente falando uma das mais sectárias e infantis do mundo só que isso faz nenhum governo de esquerda brasileiro ou processo revolucionário de certo pois como diria um dos grandes políticos de esquerda brasileiro o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes os partidos devem se unir para o povo se unir pois a revolução brasileira somente será o esforço de todo um povo unido para acabar com situações de atrasos e retrocessos assim sendo ou as organizações e partidos param de birra infantil e ressentimentos e toma uma postura revolucionaria pratica ou nunca que a esquerda vai colocar um projeto popular que funcione no país.
      2. Falta de formação para as bases pois tirando pouquíssimos grupos dentro da esquerda brasileira não existe uma formação adequada aos militantes de base pois vamos ser sincero tem um monte de gente que nem sabe o que é um processo revolucionário ou quem foi Lenin e se diz socialista e ainda pior está numa organização e a organização nem se preocupa em dar formação para essa pessoa então precisa sim de grupos de estudos de teóricos marxistas e sobre a realidade brasileira dentro de todas as organizações , sindicatos , ocupações e associações de bairro urgente.
      3. Precisa também de uma melhoria no diálogo com povo pois se nós formos ver a esquerda brasileira continua muito teórica e muitas vezes não consegue explicar pro povo de maneira pratica e direta porque muitas pautas são importantes e vão melhorar a vida da população assim sendo eu acredito de através de diálogos em comunidades carentes e eventos culturais de graça que já existem mas podem ser ampliados conseguiria fazer isso.
      4. Aumento de ações de cunho internacionalistas por mais que exista os eventos da federação da juventude democrática que é mundial e o festival utopia aqui no Brasil não existe mais hoje em dia ações diretas como a criação de uma entidade que una todas as juventudes de esquerda da américa latina como existe na Europa ou mesmo congressos latino-americanos de juventudes de esquerda isso numa situação onde existe uma onda reacionária dentro da américa latina como um todo o contragolpe também deve ser uma ação internacional para a manutenção e ampliação dos governos populares latinos.
      5. Parar de usar a política tradicional para governar pois vamos ser sincero em muitas coisas o que está acontecendo é culpa nossa pois nós fomos inocentes ao ponto de acreditar que nós íamos conseguir reformar o sistema utilizando o método de governar do sistema política de coalização é a política dos nossos inimigos governar não a nossa como eu disse anteriormente a esquerda só vai conseguir governar quando conseguir fazer uma frente ampla para um projeto popular com apoio do povo se isso não ocorrer vai ser uma derrota depois de derrota.
      6. Para de surgir gente metida a líder sobre a questão de liderança primeira coisa líder de esquerda na américa latina infelizmente tirando poucas exceções só serve para duas coisas levar tiro ou ser envenenado daí vocês podem falar mas existe o Fidel Castro mas entra dois aspectos o Fidel mesmo sendo presidente nunca se apresentou como líder da revolução sempre deixou claro que quem comandava a revolução é povo ele somente é um instrumento do processo por causa da infantilidade da esquerda brasileira sempre surgiu muito cacique para pouco índio assim sendo podemos dizer que a revolução brasileira ou o processo de construção de um projeto popular só pode ser construído de uma maneira correta se os seus organizadores e construtores entenderem que são somente um instrumento do processo e não dono dele.
      7. Achar o inimigo em comum isso é uma continuação do primeiro ponto o inimigo de uma organização de esquerda não é aquela outra organização de esquerda que tu tem problema por divergências de opinião para construção de um DCE ou de um sindicato os nossos inimigos são dois a direita e o capitalismo enquanto a esquerda brasileira não entende isso de maneira clara ela só vai se ferrar.
      8. Parar com a mania de centralizar tudo isso na verdade é uma estratégia básica quando tu centraliza muito algo você cria um problema se esse grupo que estava coordenando cair os outros grupos caem juntos assim sendo o melhor modo de organizar é como o partido baath se organizou no oriente médio você cria grupos semiautônomos em cada bairro, cidade, etc. onde eles tomam atitude praticas para resolver problemas de determinada região assim diminuindo o tempo de solução de problemas locais e diminui a chance de ter problemas gerais se caso algum grupo for comprometido.
      9. Organização e ampla divulgação de mídias alternativas por mais que isso já exista no Brasil deve ser incentivado e ampliado considerando que a imprensa é um modo de divulgação ideológica importante para criar consciência de classe na população pois através dela você influencia a forma de pensar o mundo de uma sociedade.
      10. Acabar com individualismos e outros desvios de comportamento que comprometem a luta pela a derrubada da ordem burguesa-liberal isso é um ponto importante de dentro da esquerda brasileira se tem uma péssimo costume que eu chamo de luta de panelinhas que são grupos que colocam suas pautas individuais (que de fato são muitas vezes importantes) a cima da luta de libertação do povo assim sendo não se deve esquecer que as pautas especificas por mais importantes que sejam deve ser uma consequência do processo de derrubada da ordem capitalista.

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