terça-feira, 21 de junho de 2016

Distopia Gerando Utopia - Parte 21

      Segundo o texto do link abaixo, estão presentes hoje na Terra cinco gerações especiais: Índigo, Prateada, Dourada, Cristal e Diamante. A primeira, a Índigo, teve início em 24 de junho de 1947, quando do encontro de Kenneth Arnold com o UFO, como falei ontem. A última, Diamante, está nascendo desde 2007.
      Esta classificação de nomes e datas me parece arbitrária e fantasiosa. Mas não há como negar que muitos seres especiais estão encarnando, desde as décadas finais do século passado, para ajudar no processo de transição planetária ora em curso. A única forma possível de corroboração da existência desta nova legião de indivíduos são as OBRAS que estão realizando ou irão realizar. O resto é fantasia e especulação.
      Dando uma olhada por alto no mundo atual, está difícil reconhecer a presença destes seres entre nós. O movimento “Ocupe Wall Street” foi, a meu ver, um dos pontos altos destes “Guerreiros da Luz”. Quando surgiu, eu fiquei esperançoso. Mas, infelizmente, se fracionou e se diluiu, perdendo a força. Não era para ser assim. Não existe revolta pelo Facebook: é preciso levar cacetadas da polícia nas ruas.
      Afinal de contas, haverá uma grande REVOLUÇÃO EXTERIOR ou tudo se resumirá em indetectáveis TRANSFORMAÇÕES INTERIORES? Neste último caso, todo o SISTEMA MALIGNO permanecerá intocável e continuará no rumo certo do CAOS GLOBAL.
      Entre as duas opções, estou propenso a admitir que caminhamos para a segunda alternativa. Não consigo acreditar que uma parcela da juventude mundial possa assumir uma atitude realmente revolucionária e aguerrida de enfrentamento pacífico mas corajoso contra o establishment, o que exigiria uma leva de autênticos HERÓIS, posto que o STATUS QUO mundial é um dos mais PERVERSOS que qualquer sociedade humana já teve ou possa vir a ter.


domingo, 29 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 20

      Alguém (não me lembro mais a fonte) escreveu isto:

      “Tenho pena dos jovens do Levante Popular da Juventude, craques na agitação política mas terminando como massa de manobra tanto da direção keynesiana do MST como da Articulação de Esquerda do PT...”

      Outro sujeito disse que a UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, é pelega.

      Isto é PÉSSIMO!...

      Estes jovens deviam permanecer ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTES.

      Estou vendo que as minhas reais expectativas JAMAIS  ACONTECERÃO!!!...


   DESISTO!!!...

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 19

      Trecho deste artigo sobre a nova geração de estudantes:

      “Na atualidade temos essa nova, nova de verdade, mobilização de estudantes secundaristas, que começou em São Paulo e já se espalha pelo Brasil. A linha é a de ocupar e tomar o poder nas escolas, ainda que por um período apenas, contra o pensamento e a vivência da burocracia, do reacionarismo, da mesmice, da conivência, da subserviência e da inércia, em defesa daquilo que todos dizem defender, uma revolução educacional no Brasil.
      É claro que as ocupações, por si sós, revelam-se insuficientes e não produzem mudanças radicais, mas são uma experiência de radicalidade, de luta autônoma, sem manipulação, sem pedir licença a ninguém. Coisa muito boa há de se criar a partir daí.
      Quanto à política, esse setor da juventude rechaça por igual o PMDB, o PSDB, o PT, a pelega Ubes e todo o velho formato da política, sem afrouxar e sem dar trela a qualquer conversinha. Esses meninos e meninas sabem das coisas.”


terça-feira, 24 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 18

      O jovem Felipe Maestrello publicou na sua página no Facebook, no dia 24-5-2016, o texto a seguir, o qual faz uma análise do atual movimento estudantil. (Segue sem revisão de minha parte.)

      Durante 7 anos no movimento estudantil tanto participando da UJR como depois da UJS, me mostrou alguns pontos dentro do movimento estudantil que precisam ser corrigido urgentemente e eu vou colocar nas quais em meu ponto de vista pessoal os pontos que precisam de mais atenção:
      1. Acabar com sectarismo pois vamos ser bem sinceros por mais que muitas vezes a esquerda brasileira não assuma com aquele mito de frente popular a esquerda brasileira sempre foi historicamente falando uma das mais sectárias e infantis do mundo só que isso faz nenhum governo de esquerda brasileiro ou processo revolucionário de certo pois como diria um dos grandes políticos de esquerda brasileiro o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes os partidos devem se unir para o povo se unir pois a revolução brasileira somente será o esforço de todo um povo unido para acabar com situações de atrasos e retrocessos assim sendo ou as organizações e partidos param de birra infantil e ressentimentos e toma uma postura revolucionaria pratica ou nunca que a esquerda vai colocar um projeto popular que funcione no país.
      2. Falta de formação para as bases pois tirando pouquíssimos grupos dentro da esquerda brasileira não existe uma formação adequada aos militantes de base pois vamos ser sincero tem um monte de gente que nem sabe o que é um processo revolucionário ou quem foi Lenin e se diz socialista e ainda pior está numa organização e a organização nem se preocupa em dar formação para essa pessoa então precisa sim de grupos de estudos de teóricos marxistas e sobre a realidade brasileira dentro de todas as organizações , sindicatos , ocupações e associações de bairro urgente.
      3. Precisa também de uma melhoria no diálogo com povo pois se nós formos ver a esquerda brasileira continua muito teórica e muitas vezes não consegue explicar pro povo de maneira pratica e direta porque muitas pautas são importantes e vão melhorar a vida da população assim sendo eu acredito de através de diálogos em comunidades carentes e eventos culturais de graça que já existem mas podem ser ampliados conseguiria fazer isso.
      4. Aumento de ações de cunho internacionalistas por mais que exista os eventos da federação da juventude democrática que é mundial e o festival utopia aqui no Brasil não existe mais hoje em dia ações diretas como a criação de uma entidade que una todas as juventudes de esquerda da américa latina como existe na Europa ou mesmo congressos latino-americanos de juventudes de esquerda isso numa situação onde existe uma onda reacionária dentro da américa latina como um todo o contragolpe também deve ser uma ação internacional para a manutenção e ampliação dos governos populares latinos.
      5. Parar de usar a política tradicional para governar pois vamos ser sincero em muitas coisas o que está acontecendo é culpa nossa pois nós fomos inocentes ao ponto de acreditar que nós íamos conseguir reformar o sistema utilizando o método de governar do sistema política de coalização é a política dos nossos inimigos governar não a nossa como eu disse anteriormente a esquerda só vai conseguir governar quando conseguir fazer uma frente ampla para um projeto popular com apoio do povo se isso não ocorrer vai ser uma derrota depois de derrota.
      6. Para de surgir gente metida a líder sobre a questão de liderança primeira coisa líder de esquerda na américa latina infelizmente tirando poucas exceções só serve para duas coisas levar tiro ou ser envenenado daí vocês podem falar mas existe o Fidel Castro mas entra dois aspectos o Fidel mesmo sendo presidente nunca se apresentou como líder da revolução sempre deixou claro que quem comandava a revolução é povo ele somente é um instrumento do processo por causa da infantilidade da esquerda brasileira sempre surgiu muito cacique para pouco índio assim sendo podemos dizer que a revolução brasileira ou o processo de construção de um projeto popular só pode ser construído de uma maneira correta se os seus organizadores e construtores entenderem que são somente um instrumento do processo e não dono dele.
      7. Achar o inimigo em comum isso é uma continuação do primeiro ponto o inimigo de uma organização de esquerda não é aquela outra organização de esquerda que tu tem problema por divergências de opinião para construção de um DCE ou de um sindicato os nossos inimigos são dois a direita e o capitalismo enquanto a esquerda brasileira não entende isso de maneira clara ela só vai se ferrar.
      8. Parar com a mania de centralizar tudo isso na verdade é uma estratégia básica quando tu centraliza muito algo você cria um problema se esse grupo que estava coordenando cair os outros grupos caem juntos assim sendo o melhor modo de organizar é como o partido baath se organizou no oriente médio você cria grupos semiautônomos em cada bairro, cidade, etc. onde eles tomam atitude praticas para resolver problemas de determinada região assim diminuindo o tempo de solução de problemas locais e diminui a chance de ter problemas gerais se caso algum grupo for comprometido.
      9. Organização e ampla divulgação de mídias alternativas por mais que isso já exista no Brasil deve ser incentivado e ampliado considerando que a imprensa é um modo de divulgação ideológica importante para criar consciência de classe na população pois através dela você influencia a forma de pensar o mundo de uma sociedade.
      10. Acabar com individualismos e outros desvios de comportamento que comprometem a luta pela a derrubada da ordem burguesa-liberal isso é um ponto importante de dentro da esquerda brasileira se tem uma péssimo costume que eu chamo de luta de panelinhas que são grupos que colocam suas pautas individuais (que de fato são muitas vezes importantes) a cima da luta de libertação do povo assim sendo não se deve esquecer que as pautas especificas por mais importantes que sejam deve ser uma consequência do processo de derrubada da ordem capitalista.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 17

      Alguns anos atrás, um dia fui visitar um grande amigo, o qual havia retornado de uma curta temporada na praia. No meio da conversa, ele começou a falar de um restaurante italiano caro que havia conhecido, com toalhas de seda, talheres de prata, taças de cristal, ostras como entrada, comida muito fina, com um ar de embevecimento que me deixou num silêncio perplexo, posto que se tratava de um cara  de esquerda. Ele poderia ter guardado para si mesmo esta experiência “transcendente”, ocultando de mim a sua face BURGUESA. Mesmo porque, ele sabia que eu era VISCERALMENTE contrário a tudo o que as pratas e os cristais representam. Minutos depois me despedi dele e fiquei SEIS MESES sem procurá-lo, por considerar aquilo quase uma agressão. Pois é EXATAMENTE ISTO que a esmagadora maioria dos esquerdistas são, lá no fundilho de suas almas: BONS BURGUESES!... Toda esta história de engajamento político com as causas populares é apenas um jogo de cena, uma auto-ilusão consoladora, pois lá nos bastidores de suas personas existe um Babbitt conservador e reacionário. São RAROS os autênticos REVOLUCIONÁRIOS!... Lula e toda a cúpula petista está MUITO LONGE destes. Assim como quase todo o restante desta cambada que se declara esquerdista. E não é somente a ausência de atração secreta pelos privilégios da elite que faz os verdadeiros lutadores, mas um constante posicionamento nas trincheiras, longe das retaguardas. É um espírito de sacrifício pessoal a toda prova. É a coragem, o heroísmo e a determinação a todo custo. E uma FIDELIDADE ABSOLUTA a todo o ideário sócio-político de vanguarda. Ao sair da casa do amigo, mentalmente eu puxei aquela toalha da mesa, quebrei pratos e taças, derrubei o repasto de luxo no chão e coloquei fogo no local. Num dos filmes de Monty Python, um freguês entra num restaurante para jantar, com um volume descomunal de barriga e gordura, para mais de dois metros de largura, até que por fim ele explode. É o que o capitalismo fará: EXPLODIRÁ TODOS NÓS. Enquanto o fim não chega, continuemos a admirar secretamente a “dolce vita” das elites, enquanto fingimos estar do lado dos “fracos e oprimidos”. Que diferença faz? VAMOS TODOS MORRER, MESMO!!!...


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 16

      POLITIZAÇÃO POPULAR

      Na Parte 92 do meu blog “PT – Crítica e Autocrítica”, no parágrafo final do longo texto, escrevi:

      “É óbvio que o PT lançará um candidato nas eleições de 2018, seja qual for. Votar nele significará a continuação de tudo o que foi exposto acima. Não é uma boa ideia. O bom senso diz que é preciso fortalecer os partidos de esquerda, como PCdoB, PCO, PSTU e PSOL, já em 2016. Esta é uma boa ideia. Todavia, é bom lembrar que qualquer um destes quatro partidos, chegando no poder num futuro distante, fará o mesmo que fez o PT, inevitavelmente. O que significa que a via político-eleitoral-democrática não é a melhor solução. A grande ideia é a POLITIZAÇÃO DO POVO ao longo das décadas seguintes, efetuada POR ELE MESMO, (não de cima para baixo), através de suas inúmeras organizações como entidades estudantis, grupos anarquistas, sindicatos livres, minorias, camponeses, associações, enfim, todo o conjunto que forma a sua imensa base social, desligada completamente do poder público e dos grupos econômicos de qualquer nível ou escala. Somente quando o povo possuir uma razoável compreensão do seu poder natural e inerente, será possível dar início à VERDADEIRA REVOLUÇÃO. Se esta politização não for feita, se a massa permanecer na sua habitual ignorância, na sua eterna inércia, se nada for feito para tentar despertá-la de seu torpor, o jogo tenderá SEMPRE para o lado das elites que detém o poder político, econômico, jurídico, eleitoral, midiático, policial e repressor. A única salvação para o povo é ELE MESMO. Esta é a visão mais avançada da esquerda mundial.”

      Esta politização, seja de que forma for, até mesmo de cima para baixo, é IMPRESCINDÍVEL. Ela não depende da existência de partidos de esquerda e não obsta os seus desideratos políticos. Nos últimos anos o PT, no Governo Federal, recusou-se terminantemente até mesmo a considerar a ideia de tal ação, desperdiçando uma oportunidade ÚNICA e VALIOSÍSSIMA. Os erros do Partido, a meu ver e a grosso modo, orçam pelos 90%, contra 10% de acertos. Diante desta situação trágica que ora vivemos, com a falência total do PT, assassino da esquerda nacional, perante o retorno das feras sedentas de sangue da extrema-direita ao poder, dispostas a levar o país ao mais profundo abismo sócio-político-econômico, um trabalho de base junto à população é INADIÁVEL.

      A minha formação escolar é o ensino médio incompleto. Não tenho curso superior. Nem sequer li qualquer obra de escritores marxistas e anarquistas. Nunca fui ativista e militante político pra valer. Tenho muitas limitações materiais, intelectuais e pessoais. Não tenho contato com estudantes, sindicatos, operários, associações, ou seja, vivo à margem da sociedade. O que percebo e capto é fruto exclusivo de minhas lides diárias em frente à tela do computador. Enfim, não possuo condições de me engajar em plenitude neste projeto. Limito-me apenas a registrar as ideias que me ocorrem, e já estou fazendo DEMAIS, levando em conta que indivíduos muito mais preparados do que eu estão DE BRAÇOS CRUZADOS. 

      A VANGUARDA desta POLITIZAÇÃO tem de estar à cargo da juventude atual. Temos a UNE – União Nacional dos Estudantes. Temos a UJS – União da Juventude Socialista. Temos a UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. Temos o movimento Levante Popular da Juventude. Temos o CRB – Curso de Realidade Brasileira, o qual se iniciou na UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora, cidade onde residi por 32 anos. Este Curso parece ser um embrião da POLITIZAÇÃO a que me refiro. Temos o extraordinário renascimento de inúmeros grupos e federações de anarquistas no Brasil, com o predomínio de gente jovem. E temos também os jovens de favela e periferia com seus diversificados trabalhos comunitários e seu rap-funk. A aglutinação de todos estes setores deve se dar a nível nacional e completamente independente de partidos políticos e de grandes interesses financeiros.

      Outros segmentos devem se associar aos jovens nesta tarefa de POLITIZAÇÃO: sindicatos livres e independentes, grupos feministas, movimento negro, minorias sexuais, jornalistas livres e todos os tipos de ONGs e associações comunitárias atuantes no universo restrito dos municípios. Será preciso usar de modo intenso os meios alternativos de comunicação no campo virtual: redes sociais, blogosfera, etc. Grandes entidades a nível nacional, como a Frente Brasil Popular, devem ser agregadas, porém com extremo cuidado para que não haja cooptação. Qualquer elemento de apoio e de base que possa auxiliar neste processo é bem vindo, desde que a finalidade última não seja deturpada ou conspurcada.

      Eu não consigo vislumbrar, pelo menos no momento, nada mais além dessas ideias vagas e imprecisas. Algumas pessoas precisam COMEÇAR A AGIR. Pelo menos a elaborar uma estratégia exequível e dentro dos limites do bom senso. A ultra-direita, que voltou a colocar as garras no governo deste lamentável país, não prestará muita atenção nesta ação POLITIZADORA. Ela não é o problema. NÓS É QUE SOMOS O PROBLEMA.

      Está dado o recado.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 15

      Este artigo de Celso Lungaretti, no blog “Náufrago da Utopia”, cita a POLITIZAÇÃO DO POVO de que falei:

      “Continuaremos, portanto, esquecidos de que é nas escolas, nas ruas, campos e construções que temos de nos fazer cada vez mais presentes, acumulando forças para a transformação em profundidade da sociedade brasileira.”


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 14

Todos estes livros e textos sobre anarquismo eu consegui baixar em ebooks:

- A Abordagem Proibicionista em Desconstrução (8p)
- A Anarquia e os Animais – Élisée Reclus (17p)
- A Atualidade de Errico Malatesta (4p)
- A Autoridade e o Indivíduo – Bertrand Russell (46p)
- A Comuna de Paris e o Estado – Bakunin (26p)
- A Conquista do Pão – Kropotkin (78p)
- A Desobediência Civil – H. D. Thoreau (49p)
- A Doutrina Anarquista ao Alcance de Todos – José Oiticica (141p)
- A Escola Moderna – Ferrer e Guardia (90p)
- A Estratégia de Transformação Social em Malatesta – Felipe Corrêa (4p)
- A Filosofia do Anarquismo – Herbert-Read (24p)
- A Guerra e a Paz – Proudhon (49p)
- A Igreja e o Estado – Bakunin (4p)
- A Ilusão do Sufrágio Universal – Bakunin (3p)
- A Instrução Integral – Bakunin (3p)
- A Inutilidade das Leis – Kropotkin (7p)
- A Organização Anarquista – Luigi Fabbri (12p)
- A Organização das Massas Operárias Contra o Governo e os Patrões – Malatesta (3p)
- A Organização Específica (5p)
- A Organização II – Malatesta (10p)
- A Organização Política Anarquista – FAU (2p)
- A Pedagogia Anarquista Brasileira – Paulo Carrão (15p)
- A Pedagogia Libertária na História da Educação Brasileira (26p)
- A Propósito do Partido Comunista (14p)
- A Propósito do Revisionismo Anarquista – Malatesta (5p)
- A Proposta Sociopolítica da Pedagogia Libertária (26p)
- A Propriedade é um Roubo – Proudhon (6p)
- A Revolução Anarquista – Nestor Makhno (8p)
- A Revolução Social e a Sua Interpretação Anarquista (45p)
- A Sabotagem – Emile Pouget (58p)
- A Síntese Anarquista – Sebastien Faure (5p)
- Abaixo os Chefes – Joseph Dejacque (52p)
- ABC do Anarquismo – Edgar Rodrigues (48p)
- ABC do Sindicalismo Revolucionário – Edgar Rodrigues (53p)
- Ação Direta – Voltairine de Cleyre (14p)
- Ajuda Mútua – Um Fator de Evolução – Kropotkin (272p)
- Algumas Palavras a Meus Jovens Irmãos na Rússia – Bakunin (8p)
- Anarchist CookBook 200 (555p)
- Anarcossindicalismo Básico (62p)
- Anarquia é Bom? – Antônio Lima (5p)
- Anarquismo – O que Realmente Significa – Emma Goldman (10p)
- Anarquismo – Pequena Introdução às Ideias Libertárias – Teotônio Simões (48p)
- Anarquismo – Roteiro da Libertação Social – Edgard Leuenroth (121p)
- Anarquismo Básico (83p)
- Anarquismo Coletivista – O Bakuninismo (68p)
- Anarquismo Construtivo – G. P. Maximoff (46p)
- Anarquismo Contra o Anarquismo – Rafael V. da Silva (17p)
- Anarquismo e 1º de Maio no Brasil – Milton Lopes (33p)
- Anarquismo e a História da Bandeira Negra (4p)
- Anarquismo e Anarquia – Malatesta (13p)
- Anarquismo e Ecologia – Murray Bookchin (4p)
- Anarquismo e Marxismo – Daniel Guerin (18p)
- Anarquismo e Sindicalismo Revolucionário no Brasil das Décadas 40-50 (23p)
- Anarquismo Social e Organização (113p)
- Anarquismo Social ou Anarquismo de Estilo de Vida – Murray Bookchin (4p)
- Anarquistas Italianos em São Paulo (31p)
- Andar a Pé – H. D. Thoreau (59p)
- Anton Pannekoek – Paul Mattick (8p)
- As Ideias Absolutistas no Socialismo – Rudolf Rocker (262p)
- As Matanças de Anarquistas na Revolução Russa – Juan Manuel Ferrario (51p)
- As Oito Questões Sobre Anarquismo – Noam Chomsky (4p)
- As Prisões – Kropotkin (35p)
- As Relações da Organização Específica Anarquista com os Movimentos Sociais (6p)
- Assalariado – Kropotkin (21p)
- Autogestão e Revolução Espanhola (6p)
- Autogestão, Gestão Operária, Gestão Direta – Maurice Joyeux (19p)
- Bakunin por Bakunin (34p)
- Cadernos Anarquistas – Malatesta (48p)
- Cadernos de Formação Anarquista (9 partes) (450p)
- Carta de Errico Malatesta a Luigi Fabbri (3p)
- Casamento e Amor – Emma Goldman (6p)
- Causa do Povo – Jornal da União Popular Anarquista (8p)
- Cidades Rebeldes – Passe Livre, Manifestações, Brasil, 2013 (142p)
- Círculos Concêntricos – FARJ (9p)
- Conceito de Liberdade – Bakunin (135p)
- Considerações Filosóficas Sobre o Fantasma Divino, Sobre o Mundo Real e Sobre o Homem – Bakunin (8p)
- Contra o Sectarismo – José Oiticica (2p)
- Copyfight – Pirataria e Cultura Livre (274p)
- Criar um Povo Forte – Felipe Corrêa (12p)
- Cristianismo e Anarquismo – Leon Tolstoi (46p)
- Cultura Livre – Lawrence Lessig (341p)
- Curso de Ação Direta – Gloria Kalil (8p)
- Cypherpunks – Liberdade e o Futuro da Internet – Julian Assange (22p)
- Da Ecologia Social à Educação Ambiental – Pensamento Libertário de Murray Bookchin (177p)
- Da Periferia Para o Centro – Felipe Corrêa (20p)
- De Movimento a Partido Político – Janet Biehl (30p)
- Declaração de Princípios da Federação Anarquista Gaúcha (24p)
- Delineamentos de Política Libertária – Teotônio Simões (35p)
- Democracia ou Anarquismo – Malatesta (160p)
- Deus e o Estado – Bakunin (49p) (74p) (87p)
- Discurso da Servidão Voluntária – Etienne de la Boétie (9p)
- Discurso Sobre a Servidão Voluntária – Etienne de la Boétie (30p)
- Do Anarquismo – Nicolas Walter (41p)
- Do Princípio Federativo – Proudhon (69p)
- Dois Anos na Rússia – Emma Goldman (52p)
- Dois Textos da Maturidade – Malatesta (9p)
- Domingos Passos, o Bakunin Brasileiro (13p)
- Durruti Está Morto, Contudo Vivo – Emma Goldman (4p)
- Ecologia Social – Murray Bookchin (164p)
- Educação Libertária – Silvio Gallo (135p)
- Educação, Comunicação, Anarquia – Guilherme Carlos Corrêa (200p)
- Entre a Plataforma e o Partido – Patrick Rossineri (51p)
- Entre Camponeses – Malatesta (113p)
- Escritos Contra Marx – Bakunin (53p)
- Escritos Revolucionários – Malatesta (56)
- Escuta, Zé Ninguém – Wilhelm Reich (67p)
- Especifismo – Adam Weaver (6p)
- Especifismo – FARJ (16p)
- Estado – Alienação e Natureza – Bakunin (7p)
- Explorando o Anarco-feminismo – Mulheres e Luta de Classes (5p)
- Ezln – Passos de uma Rebeldia – Emilio Gennari (72p)
- Famílias Abertas e Famílias Fechadas – Colin Ward (9p)
- Federação Operária do RJ – Domingo Passos (3p)
- Federalismo e Centralismo – Domingo Passos (4p)
- Federalismo, Socialismo e Antiteologismo – Bakunin (92p)
- Feminismo, Classe e Anarquismo (15p)
- Filosofia da Miséria – Proudhon (220p)
- Grupo de Estudos Anarquistas José Oiticica (6p)
- Grupos de Afinidade – Murray Bookchin (5p)
- Grupos de Comunistas de Conselho – Paul Mattick (16p)
- História da Anarquia – Das Origens ao Anarco-Comunismo (105p)
- História das Ideias e Movimentos Anarquistas (2 volumes) (556p)
- História do Movimento Anarquista em Portugal – Edgar Rodrigues (41p)
- História do Movimento Anarquista no Brasil – Edgar Rodrigues (64p)
- Huerta Grande – A Importância da Teoria (11p)
- Imaginem um Mundo sem Direitos de Autor nem Monopólios (58p)
- Imperialismo e Proibicionismo (14p)
- Influencias Burguesas Sobre el Anarquismo – Luigi Fabbri (25p)
- Inserção Social – FAG (1p)
- Instruir Para Revoltar – Grégory Chambat (112p)
- Kronstadt – Emma Goldman (81p)
- Libertação Animal e Revolução Social (32p)
- Linguagem Escrita e Poder – Gnerre (59p)
- Luta Libertária – Militância e Ativismo – FARJ (12p)
- Manifesto Anarquista – Malatesta (2p)
- Marxistas Ortodoxos e o Anarquismo – Paulo Afonso (12p)
- Memória Anarquista do Centro Galego do RJ (1903-1922) (12p)
- Mulheres Anarquistas – O Resgate de uma História Pouco Contada (54p)
- Não Vos Caseis (Feminismo e Anarquia) (2p)
- O 4º Congresso Operário do RS Visto por Domingo Passos (8p)
- O Anarquismo de Proudhon a Malatesta (11p)
- O Anarquismo Hoje – Edgar Rodrigues (50p)
- O Anarquismo Hoje – Jorge e Silva (36p)
- O Anarquismo Hoje (Teoria Francesa) – Daniel Colson (16p)
- O Apoio Mútuo – Kropotkin (226p)
- O Clero Romano e a Educação Laica – Ferrer (41p)
- O Especifismo Como Forma de Organização Anarquista (4p)
- O Estado Socialista – Malatesta (4p)
- O Grande Outubro na Ucrânia – Nertor Makhno (6p)
- O Império Knuto-Germânico e a Revolução Social – Bakunin (76p)
- O Indivíduo na Sociedade – Emma Goldman (28p)
- O Princípio Anarquista e Outros Ensaios – Kropotkin (146p)
- O Problema Organizacional e a Ideia de Síntese – Dielo Truda (11p)
- O Que é a Propriedade? – Proudhon (123p)
- O Que é Anarquismo – Caio Túlio Costa (64p)
- O Que é Anarquismo? – Nicolas Walter (11p)
- O Que é Ideologia? – Federação Anarquista Uruguaia (7p)
- O Sistema Capitalista – Bakunin (9p)
- O Socialismo Libertário – Bakunin (33p)
- O Único e Sua Propriedade – Max Stirner (330p)
- Organização Anarquista, Não Vanguarda Leninista (12p)
- Os Grandes Escritos Anarquistas (190p)
- Palavras de um Revoltado – Kropotkin (140p)
- Pensadores Anarquistas e Militantes Libertários – Edgar Rodrigues (10p)
- Pequena Introdução às Ideias Libertárias – Teotônio Simões (48p)
- Plataforma Organizacional dos Comunistas Libertários – Nestor Makhno (22p)
- Poder e Domínio – Uma Visão Anarquista – Fabio Lopez (151p)
- Polêmicas no Interior da Primeira Internacional (13p)
- Política Anarquista e Ação Direta – Rob Sparrow (21p)
- Porque Sou Anarquista – Rudolf Rocker (40p)
- Questões Organizativas do Anarquismo (12p)
- República Francesa, Federação Revolucionária das Comunas – Bakunin (2p)
- Resistência Anarquista na Ditadura Militar (28p)
- Revista Enfrentamento – Ano 1, nº 2, jan-jun 2007 (25p)
- Sacco e Vanzetti – Domingo Passos (2p)
- Senhores e Servos – Leon Tolstoi (111p)
- Sindicalismo – Sua Teoria e Prática – Emma Goldman (13p)
- Sindicalismo e Anarquismo – Kropotkin (13p)
- Sobre a Disciplina Revolucionária – Nestor Makhno (3p)
- Sobre a Política de Alianças - José Antonio Gutiérrez Danton (19p)
- Socialismo e Anarquismo – Domingo Passos (2p)
- Software Livre – A Luta Pela Liberdade do Conhecimento - Sérgio Amadeu da Silveira (82p)
- Tática e Disciplina do Partido Revolucionário – Bakunin (6p) (14p)
- Teoria da Propriedade – Proudhon (20p)
- Tudo o Que Você Queria Saber Sobre Anarquia (14p)
- Um Federalismo Anarquista – Bakunin (5p)
- Vias e Meios – Malatesta (6p)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 13

      Artigo de Celso Lungaretti no site “Náufrago da Utopia”, falando da falência das tentativas da esquerda de transformar o Estado burguês e capitalista.

      “Assim, chegamos à conclusão que devemos negar todos os construtos institucionais que dão vida à regulamentação lógica do capital agora em fim de festa mundo afora; temos de negar o voto; temos de negar o parlamento; temos de negar os partidos políticos; temos de negar o Estado; temos de negar a política; temos de negar a mediação social feita pelo dinheiro e pelas mercadorias; temos de negar, por fim, o capital.”
      “Mas atingida a fronteira da ingovernabilidade burguesa, começa agora a luta que pode ganhar força num sentido verdadeiramente emancipacionista. Há vida fora do mercado, do Estado e da política; aliás, cada vez mais somente poderá haver vida fora do mercado e do Estado.”

      Somente a atuação social junto à população no sentido de POLITIZÁ-LA pode oferecer alguma perspectiva para o futuro.


quarta-feira, 11 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 12

      Neste link pode ser baixado o texto “Urgência das ruas: Black Block, Reclaim The Streets e os Dias de Ação Global”, de 2002.


      Trata-se de uma importante análise de todos os grupos de resistência coletivos no mundo no início deste século XXI.

Distopia Gerando Utopia – Parte 11

      Neste link há diversos textos sobre como elaborar um projeto social:


      Logicamente, o maior projeto social de que o Brasil está carecendo é a POLITIZAÇÃO do povo, desta mesma população IMBECILIZADA por décadas a fio pelo status quo explorador e retrógrado. Nada é mais importante.


Distopia Gerando Utopia – Parte 10


      MANUAL PARA A CRIAÇÃO DE UMA ONG

INTRODUÇÃO
Este manual atende à demanda de pessoas interessadas em fundar uma Organização Não Governamental sem fins lucrativos (ONG), seja ela de finalidade ambiental, social, cultural, entre outras.

Basta ter como objetivo o desenvolvimento de atividades de interesse público. Nele é demonstrado passo a passo como montar uma entidade, seus trâmites legais e burocráticos.

Esta publicação foi editada originalmente pela Revista IntegrAção - CETS/EAESP/FGV em abril de 2000. Tem como principal fonte de informação o Programa Estadual de Apoio às ONGs – PROAONG, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo. Seu conteúdo foi adaptado pela equipe do www.PORTALDECONTABILIDADE.com.br.

A) LEI DO TERCEIRO SETOR: AS ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO (OSCIPs)

No dia 30 de junho de 1999, o Presidente da República regulamentou por intermédio do Decreto 3.100 a Lei 9.790, que dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado e sem fins lucrativos como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, instituindo e disciplinando o Termo de Parceria.

Cabe destacar que a nova lei abre às entidades do Terceiro Setor um caminho institucional mais moderno, condizente com as necessidades atuais da sociedade, já que rompe com as velhas amarras regulatórias. Pela primeira vez, o Estado reconhece publicamente a existência de uma esfera que é pública, não pela sua origem, mas pela sua finalidade: é pública, embora não estatal.

Assim como qualquer outra entidade, as OSCIPs têm um Estatuto, no qual deverá conter requisitos legais e normas, a fim de evitar fraudes, atitudes e posturas anti-éticas no âmbito da sociedade.

É necessário, por exemplo, que em caso de dissolução da entidade, o seu patrimônio passe para outra que tenha o mesmo objeto social da extinta (de preferência), e não caia em mãos de diretores, ou seja, usado de outra maneira não prevista no Estatuto.

O pedido de obtenção de qualificação como OSCIP, deve ser enviado ao Ministério da Justiça, através de um requerimento contendo os documentos exigidos (como por exemplo, o Estatuto registrado em cartório ou a declaração de isenção do Imposto de Renda). Sua desqualificação resulta do não cumprimento de quaisquer destes requisitos, mediante processo administrativo ou judicial.

As principais novidades da nova lei são: 1

Pela nova lei, podem ser qualificadas as organizações que realizam:

promoção da assistência social;

promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico;

promoção gratuita da educação;

promoção gratuita da saúde;

promoção da segurança alimentar e nutricional;

defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável;

promoção do voluntariado;

promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza;

experimentação, não lucrativa, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de produção, comércio, emprego e crédito;

promoção de direitos estabelecidos, construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de caráter suplementar;

promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais;

estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos.

2) Pela nova lei, a qualificação passa a ser automática, desburocratizando-se o processo. A qualificação é ato vinculado ao cumprimento dos preceitos estabelecidos na Lei (Ministério da Justiça). Não é mais necessário o Título de Utilidade Pública Federal; Registro de Entidade de Assistência Social; ou Certificado de Fins Filantrópicos.

3) A nova lei cria um novo instrumento jurídico: O Termo de Parceria. Para ter acesso ao mesmo, a entidade precisa ser qualificada como OSCIP.

4) Pela nova lei, a escolha dos parceiros é feita por meio de concursos de projetos. Os objetivos e metas são negociados entre as partes e o controle é feito por resultados. Os Conselhos de Políticas serão consultados para elaborar os Termos de Parceria e fiscalizarão os resultados. Os dirigentes das OSCIPs podem ser remunerados; e no caso do uso indevido de recursos estatais, as entidades e seus dirigentes serão severamente punidos.

B) CINCO PASSOS QUE LEVAM À FUNDAÇÃO DE UMA ONG

PRIMEIRO PASSO: CONVOCAÇÃO

As pessoas de uma determinada região; sejam elas de uma comunidade, de um sindicato, de um bairro, de uma escola, ou clube, que tenham como objetivo um trabalho de interesse público, estarão aptas a criar uma entidade. Podem estar preocupadas com a defesa de um rio, de uma cidade, de uma praça, de uma praia ou outra riqueza natural ou cultural, ou com os direitos de comunidades (índios, caiçaras, pescadores, quilombolas, etc.).

Ou a fim de investir no desenvolvimento humano, como criar, por exemplo, centros educacionais e esportivos, creches, e associações de assistência às pessoas carentes.

O primeiro passo é se juntar e se mobilizar, convocando uma reunião através de telefonemas, cartas, anúncio na rádio local, panfletos e jornais, ou outros meios, para seduzir as pessoas em relação à importância da criação da entidade que estão pretendendo.

O que deverá ser explicitado na reunião são os objetivos da entidade, sua importância, assim como sua necessidade, além da definição de uma comissão de preparação das próximas reuniões, com a divisão de tarefas e responsabilidades.

Deve ser formada também, uma Comissão de Redação do Estatuto Social, que deverá ser pequena e ágil, no sentido de formular e apresentar uma proposta de estatuto que será discutido, analisado, modificado (se necessário) e finalmente aprovado pela Assembleia Geral, sendo que neste dia, terão que ser providenciadas cópias para todos.

SEGUNDO PASSO: ASSEMBLEIA GERAL

A Assembleia Geral de fundação da entidade, na qual será oficializada a mesma, com a convocação de todos os interessados, deverá ocorrer após definida a missão da entidade e redigida a primeira proposta de Estatuto.

Esta Assembleia deve ser precedida de uma carta convite, contendo o dia, hora, local, além dos objetivos desta e da pauta da reunião.

No dia da Assembleia, deverá haver um livro de presença que registrará todos os interessados em participar da assembleia e um Livro de Atas, no qual serão anotadas as assembleias, assinadas pelos presentes.

Uma mesa dirigente dos trabalhos com um presidente e dois secretários deverá ser eleita pela Assembleia.

Após a leitura da pauta pelo presidente, este deverá encaminhar os debates, principalmente o do Estatuto.

TERCEIRO PASSO: ESTATUTO

A comissão deve ler o Estatuto e distribuir uma cópia para cada presente.

Cada artigo que a Assembleia ache polêmico, ou seja destacado, deve ser discutido, modificado (se necessário) e aprovado.

Adiante estão alguns itens essenciais que devem estar contidos nos Estatutos:

nome e sigla da entidade;

sede e foro;

finalidades e objetivos;

se os sócios respondem pelas obrigações da sociedade;

quem responde pela entidade;

os sócios e seus tipos, entrada e saída, direitos e deveres;

poderes, tais como assembleia, diretoria, conselho fiscal;

tempo de duração;

como os estatutos são modificados;

como a entidade é dissolvida;

qual o destino do patrimônio, em caso de dissolução.

QUARTO PASSO: A POSSE DA DIRETORIA

A eleição da diretoria deve seguir o que foi aprovado no Estatuto; e após eleita, deve ser conferida a posse dos cargos aos eleitos.

Finalmente, foi fundada a Entidade, entretanto, ela ainda não possui "status" legal, o que só ocorre após alguns procedimentos burocráticos.

QUINTO PASSO: COMO PROCEDER PARA O REGISTRO LEGAL

Devido à grande burocracia e às exigências específicas de cada cartório, é necessária muita paciência, pois sempre faltará algum item.

Não é recomendável colocar o endereço da Entidade no Estatuto, pois a burocracia se repetirá a cada mudança de endereço.

A documentação terá que ser reunida e encaminhada ao Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, além de pagar as taxas, registrar o Livro de Atas, os Estatutos e publicar um extrato dos mesmos, aprovados no Diário Oficial.

A documentação, que poderá variar de acordo ao cartório, é a seguinte:

3 cópias dos estatutos em papel timbrado;

3 cópias da Ata de Fundação datilografada, assinadas pelo presidente e demais diretores com firma reconhecida;

livro de atas original;

pagamento de taxas do cartório (se houver);

3 cópias da Relação Qualificada da Diretoria (nome, cargo, estado civil, nascimento, endereço, profissão, identidade e CPF);

3 cópias da relação de sócios fundadores;

um resumo contendo os principais pontos dos Estatutos, que às vezes, é solicitado pelo cartório para que seja apresentado no Diário Oficial.

Todos estes documentos fazem com que a entidade passe a ter personalidade jurídica, mas no caso de realizar operações financeiras, abrir conta bancária ou celebrar contratos, é necessário também, que a entidade tenha o CNPJ. Para isto, basta procurar uma delegacia regional da Secretaria da Receita Federal do Brasil, com todos os documentos registrados no cartório, autenticados e carimbados e os documentos do responsável pela entidade. Além disso, deve-se preencher um formulário padrão e dar entrada para obtenção do CNPJ.

C) MODELOS

MODELO DE ESTATUTO

Você obtém modelo de estatuto no arquivo “Modelo de Estatuto ONG”, nesta obra.

MODELO DE ATA DE ASSEMBLEIA DE FUNDAÇÃO

(deve ser baseada no modelo de Estatuto apresentado)

Às ( ) horas e ( ) minutos do dia ( ) do mês ( ) de (data), à (local) conforma assinaturas constantes do livro de atas, foi oficialmente aberta a Assembleia Geral da (nome e sigla), com sede domicílio e foro na cidade de ( ), (sigla da UF), com duração ilimitada.

Os presentes elegeram para presidir os trabalhos (nome) e para secretariar (nome) e (nome). Agradecendo a sua indicação, o presidente dos trabalhos apresentou a pauta, passando a ordem do dia. Iniciaram-se os debates sobre a proposta de estatuto que, depois de analisada e modificada, tendo sido aprovada por ( ). O Estatuto aprovado é o seguinte: (transcrever o estatuto inteiro ou um extrato contendo apenas os itens listados anteriormente: nome da entidade e sua sigla; sede e foro; finalidades e objetivos; se os sócios respondem pelas obrigações da sociedade; quem responde pela entidade; sócios; poderes; tempo de duração; como são modificados os estatutos; como é dissolvida a entidade; e em caso de dissolução, para onde vai o patrimônio). De acordo com o Estatuto Social, todos os presentes a esta Assembleia são considerados sócios fundadores e, portanto, membros natos da Assembleia Geral de Sócios. Passou-se ao próximo ponto de pauta, eleição do Conselho Diretor e do Conselho Fiscal. Após o tempo necessário para inscrição de chapas e candidatos, foi iniciada a votação como determina o Estatuto. Foram eleitos para o Conselho Diretor, com mandato de (dia) de (mês) de (data) até (dia) de (mês) de (data), os Diretores (nome e função), e demais. A Secretaria Executiva ficou assim constituída: Secretário Executivo (nome) ou (nomes). O Conselho Fiscal eleito na mesma ocasião e pelo mesmo período de mandato, ficou assim constituído: (nome e função), presidente, (nome), (nome), (nome) e os suplentes (nome), (nome), que foram imediatamente empossados em seus respectivos cargos. Nada mais havendo para ser tratado o Presidente deu por encerrada a Assembleia, e eu, (nome) lavrei e assinei a presente ata, seguida das assinaturas do presidente dos trabalhos, Diretores eleitos e demais presentes. Cidade, data, Assinatura e nome do Secretário da Mesa, do Presidente dos trabalhos, Conselheiros eleitos, demais presentes.

MODELO DE SOLICITAÇÃO DE REGISTRO

Ilmo Sr.

Oficial do Cartório do Registro Civil de Pessoas Jurídicas.

Prezado Sr.,

Requer nos termos da Lei, que seja procedido o Registro dos estatutos, livro de atas da (nome da entidade).

Nestes termos,

Peço deferimento.

Assinatura do Responsável

MODELO DE ESTRUTURA ADMINISTRATIVA

- ASSEMBLEIA GERAL DE SÓCIOS

- PLENÁRIA

- ELEIÇÃO

- CONSELHO DIRETOR

- CONSELHO FISCAL

- SECRETARIA EXECUTIVA

1 Agir No 8 março/abril 1999: As novidades da nova lei do terceiro setor, Augusto de Franco.


8

www.portaldecontabilidade.com.br

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAgG1kAI/contab3setor-manual-constituicao-ong

Distopia Gerando Utopia – Parte 9

      No link a seguir encontra-se o texto “Criar um Povo Forte - Contribuições para a discussão sobre Poder Popular”, de Felipe Corrêa.

      (“Um povo forte não precisa de líderes.” Emiliano Zapata.)


      Neste outro link pode ser baixado o texto “Da Periferia para o Centro - Sujeito Revolucionário e Transformação Social”, do mesmo autor.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Distopia Gerando Utopia – Parte 8

      ECONOMIA SOLIDÁRIA é uma alternativa ao capitalismo neoliberal. Este texto da Wikipédia fornece informações básicas:


      Artigo “Propriedades coletivas, cooperativismo e economia solidária no Brasil”:


Distopia Gerando Utopia – Parte 7

      COOPERATIVISMO é um modelo antigo de gestão econômica. Por ser um assunto vasto, não irei me estender. Veja-se este texto da Wikipédia:


      Bibliografia sobre cooperativismo, comunidades rurais e utopia:

- “Ajuda Mútua – Um fator de Evolução”, Kropotkin.
- “Alternativivências”, Leila Mícoles.
- “Anarquismo da Colônia Cecília (O)”, Nestor S. de Souza, Editora Civilização Brasileira.
- “Aprenda a Conviver”, (Como lidar com as pessoas), Ediouro.
- “Auto-Gestão, Gestão Operária, Gestão Direta”, Maurice Joyeux.
- “Auto-Gestão – Uma Mudança Radical”, Alain Guilherm e Yvon Bourdet, Zahar Editores, 1976.
- “Casa Auto-Suficiente (A)”, Brenda e Robert Vale.
- “Cidade do Sol (A)”, Tommaso Campanella, Abril Cultural, Coleção “Os Pensadores”.
- “Colônia Cecília”, Afonso Schmidt, Editora Brasiliense.
- “Colônia Cecília e Outras Utopias”, Giovanni Rossi, Imprensa Oficial do Paraná, 2000.
- “Comunalismo”, Kenneth Rexroth
- “Comunidade”, Mestre El Morya, Fundação Cultural Avatar, Niterói/RJ.
- “Com-Unidade”, Ede, da Aldeia Comunicampo, edição do autor. (Comunidades Rurais.)
- “Conduta Aquariana (A)”, Márcio Bontempo, Editora Ground.
- “Convite à Não-Violência”, José Hermógenes, Editora Record.
- “Convivencialidade (A)”, Ivan Illich, Editora Europa-América, 1980.
- “Cooperação é um Estado (A)”, José Saturnino Brito, de 1915.
- “Cooperativas Agrícolas e Capitalismo no Brasil”, Maria Tereza Fleury, Editora Global/Ground.
- “Cooperativismo (O)”, Luis Amaral, 1934.
- “Cooperativismo ao Alcance de Todos (O)”, Luis Amaral, 1935.
- “Cooperativismo – Uma Revolução Pacífica em Ação”, Sandra Mayrinck Veiga.
- “Da Ecologia à Autonomia”, C. Castoriadis e Cohn-Bendit, Editora Brasiliense, 1981.
- “Debaixo para Cima, a Utopia no Brasil”, Carlos Aveline.
- “Desobedecendo”, Henry David Thoreau, Editora Rocco.
- “Diálogo com o Povo”, José Saturnino Brito. (Cooperativismo.)
- “Domínio Universal da Cooperação (O)”, José Saturnino Brito. (Cooperativismo.)
- “Doutrina Cooperativista nos Regimes Capitalista e Socialista (A)”, Pinho, Editora Pioneira.
- “Francis Bacon – A Alegoria da Nova Atlântida”, Volume 12, Rosacruz, Curitiba/PR, 39 páginas.
- “Fraternidade”, Mestre El Morya, Fundação Cultural Avatar, Niterói/RJ.
- “Guia Prático da Auto-Suficiência” (Formato grande e ilustrado.)
- “Horizonte Perdido”, James Hilton. Ficção.
- “Horta-Pomar e Subsistência Urbana”, Mário Sanchez, Imery Publicações, Goiânia/GO.
- “Ideologia do Desenvolvimento de Comunidade no Brasil”, Safira Bezerra Ammann, Cortez Editora.
- “Kibutz e as Cooperativas Integrais (O)”, de Bulgarelli, Editora Pioneira.
- “Manifesto por um Renascimento Rural – O Antagonismo Cidade-Campo”, A. Faia, Tao Editora.
- “Mutirão – Formas de Ajuda Mútua no Meio Rural”, de C. Caldeira, Editora Nacional, 1956.
- “Navegante (O)”, Morris West, Editora Record. Ficção.
- “Nova Atlântida”, Francis Bacon, Editora Gnose, 80 páginas.
- “Que São Comunidades Alternativas (O)”, Carlos A. P. Tavares, Editora Brasiliense.
- “República”, Platão.
- “Sínteses”, Ede, da Aldeia Comunicampo. Um dos líderes do movimento de comunidades rurais.
- “Tratado Brasileiro de Cooperativismo”, Luis Amaral, 1938.
- “Um Filósofo nos Bosques”, Henry David Thoreau.
- “Unidade da Vida”, Hiroshi (engenheiro agrônomo).
- “Unidades Rurais de Subsistência”, Mário Sanchez, Editora Imery Publicações, Goiânia/GO.
- “Utopia”, Thomas Morus, Editora Europa-América.
- “Utopia e Paixão”, Roberto Freire e Fausto Brito.
- “Utopia Real – Um Outro Mundo é Possível”, Celso Afonso Brum Sagastume.
- “Verdadeira História da Colônia Cecília de Giovanni Rossi (A)”, Isabelle Felici.
- “Vida Alternativa”, Fernando Gabeira, L&PM, 85 páginas.
- “Walden – A Vida nos Bosques”, Henry David Thoreau, Ediouro.

- “Walden II”, Skinner. Ficção científica sociológica.

Distopia Gerando Utopia – Parte 6

      Sou ocultista há muitos anos, tenho sólida formação esotérica e conheço todas as vertentes da Sabedoria Sagrada, do Budismo ao Xamanismo, passando pelas diversas escolas iniciáticas ocidentais. Esta é a minha praia! Esperei pelo “Apocalipse” na passagem do ano 2000 e no 2012 dos maias, mas nada aconteceu. Depois tomei conhecimento da profecia do médium espírita brasileiro Francisco Cândido Xavier, na qual ele aponta o ano de 2019 como passível de ocorrências dramáticas para a humanidade, através do livro “Não Será em 2012 – Chico Xavier revela a data-limite do velho mundo”, de Marlene Nobre e Geraldo Lemos Neto, FE Editora, São Paulo, 2011, 2ª edição. Esta obra pode ser obtida em ebook neste link:


      Chico Xavier foi um espírito altamente espiritualizado e teve uma vida de renúncias e sacrifícios, legando-nos uma obra psicografada vasta e profunda. É quase um ser iluminado, como os Grandes Iniciados. O seu prognóstico em relação ao próximo ano de 2019 tem todas as condições de ser real e verossímel, segundo a minha experiência como espiritualista. Resumindo, ele diz que poderá acontecer nesta época uma terceira guerra mundial que devastaria o hemisfério norte, o que provocaria uma legião de refugiados fugindo para o hemisfério sul. Eu não creio que se trate de uma guerra, mas de um enorme crack financeiro internacional, atingindo até mesmo a China, como falei na parte 2. Esta falência generalizada do capitalismo certamente causará o caos social nos EUA e em toda a Europa, até mesmo com conflitos armados localizados, tornando a existência inviável no setentrião. Chico Xavier afirma que a América do Sul, o sul da África e a Austrália serão invadidos por outros povos, a buscar refúgio contra a hecatombe. Diz ele:
      “Agora, caso ocorra a pior hipótese, com o Hemisfério Norte do planeta tornando-se inabitável, grandes fluxos migratórios se formariam então para o Hemisfério Sul, onde se se situa o Brasil, que então seria chamado mais diretamente a desempenhar o seu papel de Pátria do Evangelho, exemplificando o amor e a renúncia, o perdão e a compreensão espiritual perante os povos migrantes.”
      Segundo ele, estas invasões não seriam pacíficas, mas efetuadas com efetivos militares:
      “Aí é que nós, brasileiros, iríamos ser chamados a exemplificar a verdadeira fraternidade cristã, entendendo que nossos irmãos do Norte, embora invasores a ‘mano militare’, não deixariam de estar sobrecarregados e aflitos com as consequências nefastas da guerra e das hecatombes telúricas, e, portanto, ainda assim, devendo ser considerados nossos irmãos do caminho, necessitados de apoio e arrimo, compreensão e amor.”
      O grande médium entra em detalhes a respeito de nosso país:
      “Nosso Brasil como o conhecemos hoje será então desfigurado e dividido em quatro nações distintas. Somente uma quarta parte de nosso território permanecerá conosco e aos brasileiros restarão apenas os Estados do Sudeste somados a Goias e ao Distrito Federal. Os norte-americanos, canadenses e mexicanos ocuparão os Estados da Região Norte do País, em sintonia com a Colômbia e a Venezuela. Os europeus virão ocupar os Estados da Região Sul do Brasil unindo-os ao Uruguai, à Argentina e ao Chile. Os asiáticos, notadamente chineses, japoneses e coreanos, virão ocupar o nosso Centro-Oeste, em conexão com o Paraguai, a Bolívia e o Peru. E, por fim, os Estados do Nordeste brasileiro serão ocupados pelos russos e povos eslavos. Nós não podemos nos esquecer de que todo esse intrincado processo tem a sua ascendência espiritual e somos forçados a reconhecer que temos muito que aprender com os povos invasores.”
      Este crack financeiro global é o que de melhor nos poderá acontecer. Com a falência do capitalismo especulativo, logicamente também ruirão por terra todos os governos neoliberais. Os povos escravizados pelo grande capital entenderão finalmente que o velho modelo concentrador de renda provocou a falência de toda a civilização e buscarão outros modelos mais humanos. Será este o momento de começar a reconstrução do mundo em termos socialistas e cooperativistas. Fim de uma era e início de outra. Não haverá mais NENHUM ESPAÇO para os sistemas antiquados de regulação econômica embasados na draconiana lei do lucro. Em plena DISTOPIA CAPITALISTA, terá início a instalação da UTOPIA COLETIVISTA. E nós, brasileiros, temos cinco séculos de experiência com relação a sermos explorados, além de possuirmos uma espiritualidade superior. É por isto que “prefiro” a falência financeira a uma improvável guerra mundial, pois a primeira nos libertará da tirania econômica, ao passo que a segunda carecerá de todo e qualquer elemento sublimador e transcendente, nos jogando num abismo sem fundo e sem retorno. Talvez este crack não ocorra em 2019. Pode vir depois, ou mesmo antes. MAS QUE VIRÁ, VIRÁ!!!...